Olá Pessoal. Vou compartilhar uma experiência discente com vocês.
Em uma aula rotineira, próxima do fim do semestre um aluno me indagou e começamos o seguinte diálogo:
Aluno: Professor, como será a prova final?
Eu: Não vou dar prova final!
Aluno: Como assim??
Eu: É isso mesmo, não vou dar prova final. Prova não prova nada. Vamos fazer algo diferente…
Aluno: O que vamos fazer então? (com um ar de preocupado!)
Eu: Vamos fazer um coding dojo.
Aluno: ????
Eu pessoalmente já estava ficando desentusiasmado com aplicação de provas tradicionais; abertas, fechadas, verdadeiro o falso, etc. Honestamente, eu como aluno nunca gostei de fazer provas e como professor detesto mais ainda ter que aplicar.
Nesse semestre tive a oportunidade de fazer diferente. Nesse ano, acompanhando a comunidade em blog e twitter, acabei conhecendo um conceito chamado Coding Dojo. Segundo o http://codingdojo.org/: “Um Coding Dojo é um encontro onde um grupo de programadores se reúne para trabalhar em conjunto em um desafio de programação. Eles estão lá para se divertir, e, através de uma metodologia pragmática, melhorar suas habilidades de programação e de trabalho em grupo.”
Expliquei para meus alunos o que era Dojo, indiquei alguns links onde eles poderiam ler mais sobre o assunto, entender os formatos, etc. Passei uma lista de assuntos que os alunos poderiam escolher como tema para fazer em formato de Dojo, entre eles: frameworks e ferramentas de teste unitário, teste de carga, teste de aceitação, teste funcional, teste de performance, teste de BD, refactory, deploy continuo, bug tracker, controle de versão, ou qualquer outra que julgássemos relevante e que agregasse valor para a turma.
Em seguida esse mesmo aluno me indagou novamente:
Aluno: Professor. Então nós vamos ter que fazer uma apresentação para turma?
Eu: Vocês não vão apresentar nada. Vocês vão se reunir em dupla, vão escolher um tema dentre os vários que eu passei, vão pesquisar e estudar sozinhos e vão ensinar para os colegas da turma o que vocês aprenderam. E no final vocês terão que enviar um tutorial para o resto da turma, caso alguém queira repetir o que você ensinou.
Aluno: Professor, e como você vai avaliar isso.
Eu: Eu não vou avaliar nada. Quem dará os pontos do seu dojo serão seus próprios colegas. Se seu Dojo for bom, agregar valor e conhecimento aos seus colegas, certamente eles te darão uma boa nota.
Aluno: ???
Abaixo segue a foto de um dos dias do Dojo (infelizmente nesse dia estávamos sem datashow).

Resultado:
- Alunos satisfeitos e empolgados com a idéia.
- Alunos naturalmente comprometidos. (mais do que o normal…)
- Boas notas devido ao comprometimento dos alunos.
- Compartilhamento de conhecimento: Eu particularmente vi várias ferramentas que não conhecia.
- Agregação de valor.
- Os alunos puderam ter contato várias ferramentas e framework que, em uma prova convencional, eles nunca veriam.
- Vários outros professores começaram a me parar para perguntar o que era aquele tal de “dojo” que os alunos tanto comentavam.
Enfim, foi uma boa experiência que quero continuar nos próximos semestres




