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Qualidade em Processo de Desenvolvimento de Software

Colocado por Edgard Davidson na(s) categoria(s): 1, 2009, 6, Agile, api, AR, arte, AUG, auto, BI, busca, class, cliente, comunicação, conferência, control, cultura, Curso, Cursos, demo, Desenvolvimento, Desenvolvimento de Software, Documentação, empresas, event, Evento, exemplo, falha, for, Google, ide, IE, if, image, int, Liderança, LOB, Mercado, Mestrado, mg, Motivação, mudanças, NaN, O, on, Opinião, processo, produto, Projetos, pt, Qualidade de Software, RIA, Ria’s Geral, Software, Sun, TAT, Tecnologia, Treinamento, UI, yahoo em 02 5th, 2011 | Sem comentários

Chaus Report 2009 – Standish Group

Pesquisas como as realizadas pelo Standish Group apresentadas no Chaus Report 2009 demonstram que grande parte dos projetos de software falham ou são desafiados, seja porque não cumprem o orçamento, ou não cumprem o cronograma, ou as funcionalidades não atendem às necessidades dos usuários ou porque todos estes fatores estão presentes em conjunto. Para o Standish Group um projeto de software é considerado um Sucesso quando todas a funcionalidades do escopo inicial são entregues no orçamento e cronograma planejado. O projeto é Desafiado quando ele sofre com atrasos, não cumpre o orçamento inicial e/ou é entregue com menos recursos e funções do que o definido no escopo inicial. E finalmente, o projeto é considerado Falho quando ele é cancelado antes da conclusão ou o produto da sua entrega nunca é utilizado.

Há algumas décadas a indústria de software vem buscando técnicas de desenvolvimento que possam reduzir os riscos dos projetos de software e tornar essa atividade mais produtiva. A referida constatação não é recente. Já em em 1968 houve um evento denominado conferência de NATO, que, entre outras coisas, tentou entender e discutir o porquê que a maioria dos projetos de software falham ou são desafiados. De lá para cá, a indústria de software vem evoluindo e a partir dos anos 90 surgiram várias propostas como o desenvolvimento de processos formais como RUP, pautados sobre modelos de maturidade como CMMI e a evolução de autores consagrados como Coad & Yourdon, Pressman, Sommerville, Rumbaugh, Booch, Jacobson, etc.

Quando o assunto é desenvolvimento de software, existem basicamente duas grandes “escolas”: a tradicional e a ágil. Cada uma delas enxerga e trata o processo de desenvolvimento de software de maneiras bem peculiares, apesar dos objetivos finais serem os mesmos. Na escola tradicional o conceito de processo de desenvolvimento de software se assemelha ao usado em processos de produção industrial: um conjunto de passos parcialmente ordenados, constituídos por atividades, métodos, práticas e transformações usadas para atingir uma meta, centrado em documentação e controle operacional. Já os adeptos das metodologias ágeis não estão presos a processos rígidos; o que interessa é aquilo que de fato agrega valor ao usuário, não que a escola tradicional não pense assim, como entregas rápidas ou como já diria um dos princípios ágeis: “Nossa maior prioridade é satisfazer o cliente através da entrega rápida e contínua de software de valor.”

Não obstante, a indústria de software é bastante dinâmica, novas idéias, tendências e tecnologias surgem a todo instante e em todas as partes do mundo. Acompanhar essa dinâmica é fator crítico de sucesso para profissionais e empresas que pretendem adquirir um diferencial no mercado. Um ponto fundamental para acompanhar o dinamismo do mercado está na habilidade de lidar de forma mais eficiente com as mudanças de requisitos, aumentar a motivação da equipe e melhorar comunicação com o cliente do projeto, e, para isso, será necessário estar pronto para introduzir uma nova cultura de liderança que irá alterar os papeis e trará uma nova forma de trabalhar transferindo parte da responsabilidade do gerente do projeto para a equipe.

A adaptação às mudanças decorrentes de fatores externos são uns dos conceitos centrais dos métodos ágeis. Onde os métodos mais formalizados e centrados em planejamento e documentação são preditivos na tentativa de prever as necessidades futuras, em contrapartida, os métodos ágeis são adaptativos e rapidamente se adaptam às novas exigências, aderindo ao lema “abrace as mudanças!”. A única medida de sucesso é a de produto funcionando.

Outro princípio importante é a simplicidade e pensamento enxuto. De acordo com o conceito de pensamento ágil, projetos de grande escala, por exemplo, não são desejáveis. Pelo contrário, é preferível minimizar a quantidade de trabalho daquilo que não precisa ser feito. Isto inclui, por exemplo, não gastar tempo escrevendo documentação desnecessária.

Cada vez mais a abordagem ágil de desenvolvimento de software vem se popularizando entre grandes empresas de sucesso como: google, yahoo, amazom.com, globo.com entre outras. No entanto, nem sempre as empresas que tentam adotar a filosofia ágil têm obtido o mesmo sucesso. Várias discussões tem se formado para entender o motivo do referido insucesso, e as conclusões estão convergindo para fatores como: falta de treinamento dos colaboradores; equipes hierarquizadas, e, sobretudo, resistência de mudança cultural.

Desenvolver software é uma tarefa que exige técnicas de engenharia e arte. Se uma empresa ou profissional não absorver a filosofia ágil dificilmente se manterá competitiva no cenário atual do mercado de software por mais que se implemente uma metodologia.

Nesse sentido, cabe a nós profissionais críticos, formadores de opinião, termos a a clara consciência de adotar processos tradicionais ou processo ágeis, ou no melhor dos casos, como integrar os dois para tirar o maior proveito.



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Edgard Davidson

Escrito por Edgard Davidson @ http://edgarddavidson.com
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Outros posts do autor:
» Alguns livros de métodos ágeis de desenvolvimento
» Livro Flex 3 + Flash Media Server 3.5
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