Por muito tempo o teste de software foi visto como uma atividade do processo de desenvolvimento de software que no papel era extremamente importante e necess?ria para atingir a qualidade do produto de software, mas na pr?tica, por muitas empresas, tornou-se uma das atividades mais negligenciada. Por esse motivo enraizou-se uma p?ssima cultura em rela??o ? atividades de testes, que, quanto a import?ncia, ficou ? margem da constru??es do software e que, se desse tempo, era executada. A neglig?ncia, por muito tempo da referida atividade gerou algumas “afirma??es” que hoje soam como piadas:
- “…Implemente, se der tempo agente testa.”
- “o importante ? entregar… os testes, deixa que o cliente faz pra gente…”
- “o prazo vai estourar…Ent?o sacrifique os testes…”
- “entregue com bugs, mas entregue em dia, depois agente arruma…”
- “sabemos que nosso software est? cheio de bugs, ent?o vamos cobrar uma manuten??o mensal do nosso cliente para consert?-los…”
- “testar n?o ? uma atividade importante…”
- ”…como vamos testar se n?o temos tempo?”
- “…testar pra que? perda de tempo.”
- “pra desenvolver sem teste ? X, com teste ? X2…'“
Fico impressionado! D? at? medo! Imagine se a ind?stria de avia??o fosse igual a de software. Quantos avi?es cairiam por dia? Imagine se a ind?stria farmac?utica fosse igual a de software. Voc? confiaria nos rem?dios? Imagine se o projeto do modelo do seu carro fosse constru?do como esses softwares? Voc? andaria em um elevador que foi constru?do com essa mesma metodologia? “Instale o elevador a?… depois o cliente testa pra gente…”
Quando fala de teste, estou me referindo tamb?m a qualidade do software. Apesar de n?o serem sin?nimos, mas com certeza o n?vel de qualidade dos teste de software ? um fator, entre v?rios outros que definem a qualidade do produto final.
Por outro lado, do ponto de vista do profissional, o teste de software possuia alguns PRE-conceitos:
- “testar ? uma atividade chata e cansativa…”
- “testar paga mal…”
- “n?o gosto e n?o sei programar… logo vou trabalhar na ?rea de teste…”
- “minha empresa n?o valoriza a ?rea de testes…”
- “testar ? ficar encontrando erros dos outros…”
- “maus programadores viram testadores…”
- “…subatividade?”
- “qualquer um pode testar…”
Hoje, no entanto, o teste “virou o jogo” com a populariza??o de processos emergentes de desenvolvimento de software como eXtreme Programming. Pr?ticas como TDD e BDD fornecem uma novo paradigma no desenvolvimento. Hoje, com a ascens?o do teste de software, novas “afirma??es” foram geradas:
- “a qualidade do produto ? inegoci?vel…”
- “primeiro escrevemos nossos testes unit?rios, depois implementamos…”
- “entregar software sem um boa cobertura de teste unit?rio tornou-se amadorismo…”
- “aus?ncia de teste unit?rio ? anti?tico… “
- “n?o consegue executar teste de carga, performance e seguran?a no seu sistema? Sua equipe est? com d?bito t?cnico…”
- “nossa integra??o ? cont?nua e automatizada…”
- “nossos testes s?o automatizados…”
- “temos cada linha de c?digo da aplica??o, temos tr?s linhas de teste…”
- “nos preocupamos com a cobertura dos testes, com casos de teste que refletem os requisitos de neg?cio…”
- “enquanto os testes n?o passarem 100% o produto n?o ? entregue…”
- “entregue menos, mas entregue funcionando…”
- “quem quebrar o deploy paga dez flex?es…”




