Sei que o título do artigo é no mínimo curioso, mas a idéia dele é exatamente essa, tratar de como e quando o Design pode ser contra o Design. Eu atuo na área de Design há muito, muito tempo, digamos, desde os meus 15 anos, em diversos segmentos do Design até chegar ao Design…
Quando o Design é contra o Design
Teoria das cores – Abordagem para UI
Para nós designers esse é um tema um tanto quanto saturado não? Teorias das Cores, todos já ouvimos falar, já estudamos, já cansamos de entender o que são cores análogas, cores frias, quentes, etc etc. Pois é pelo motivo de estarmos já saturados desse assunto que quero tratar dele. Vamos falar aqui nesse artigo…
Responsive Web Design – RWD
Recentemente trabalhei em um projeto onde utilizamos o Design Responsivo e resolvi tratar desse tema tão importante, e a sua importância se dá não pela tecnologia empregada, mas sim, pelo caminhar do desenvolvimento da Web. Quando falamos em Web a primeira coisa que nos vem a cabeça certamente é um computador e a internet…
UX – Modelos Mentais, Design Intuitivo?
É praticamente impossível tratar o tema de Usabilidade, Arquitetura de Informação e por fim UX, sem tratarmos dos aspectos psicológicos do ser humano. Mas, não quero vir aqui com terminologias e mais terminologias, o que procuro fazer é tentar “humanizar” o artigo para facilitar o seu entendimento e trazer a idéia para ser discutida….
Psicologia do UX Design – 2
Continuando ao post anterior sobre a Psicologia do UX Design. Estou escrevendo sobre esse tema porque como disse anteriormente, tenho feito pesquisas sobre o assunto. Algo que tem me chamado bastante a atenção é o fato do Redesign. Não o redesign que deve ser feito quando pegamos uma arte de outro designer, ou mesmo, aquele…
Psicologia do UX Design – 1
Recentemente tenho postado sobre a Guideline do iOS, é conhecido o fato de que a Apple se preocupa bastante com a parte psicológica da Experiência do Usuário. Interessante é ver que depois do grande sucesso conseguido pela mesma através do iOS (iPhone e iPad), muitos dos seus concorrentes começaram a dar mais importância ao…
Guideline iOS – Princípios da Interface Humana
Uma grande interface de? usuário? segue? os princípios? de design? de interface? humana que? se baseiam na? forma como as pessoas / usuários pensam e? trabalham, e não? sobre? as capacidades? do? dispositivo.? Uma? interface? de usuário que? é? desinteressante, complicada,? ou? ilógica? pode? até mesmo fazer? uma grande aplicação? parecer? um enorme fardo? de se usar.? Mas? uma? interface, bela, intuitiva e? atraente para o usuário aumenta a? funcionalidade? de um aplicativo e? inspira um? apego? emocional positivo nos usuários. Importante ressaltar na forma como a Apple tem pensado…
A nova logo do Apache Flex foi escolhida no final de janeiro. O número de inscrições recebidas pela comunidade foi impressionante. O concurso recebeu um total de 54 inscrições, incluindo agências e pessoas individuais, alguns até mandaram mais de uma logo e teve até sugestão de mascote para o Flex.
Dentre todas, foram para a final a logo de Adrian’s (#42) e Julien’s (#49) design
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Exibir/Ocultar caracteres ocultos no Visual Studio 2010
O Visual Studio 2010 tem diversos recursos que estão muito bem escondidos nos seus vários menus e telas de configuração, mas são acessíveis por teclas de atalho. Isso é vantajoso em diversas situações pois pode agilizar a utilização desses recursos mas também pode se tornar uma irritação ou mesmo um problema se você por acaso acionar uma dessas teclas de atalho por acidente e não souber como voltar atrás. Foi o que aconteceu com um colega no trabalho recentemente.
Por acidente esse colega acionou uma tecla de atalho do Visual Studio 2010 que ativa a exibição de caracteres ocultos (white space). Em outras palavras, o Visual studio passou a exibir todos os espaços e marcação de final de arquivo na tela. O resultado foi algo semelhante ? imagem abaixo:

Não parece ser algo muito irritante neste exemplo pois há pouco código, mas em arquivos com centenas de linhas de código e em arquivo com html esse modo de visualização é bastante irritante e chega a atrapalhar a produtividade pois polue visualmente a tela. Esse colega passou quase 2 meses trabalhando com essa configuração pois não conseguia encontrar um meio de desfazer e voltar ao modo normal de visualização. Ele chegou inclusive a reinstalar o Visual Studio mas não adiantou pois o instalador não removeu as configurações problematicas.
Hoje eu dei uma pesquisada um pouco mais a fundo e acabei encontrando a solução. A opção do menu para essa configuração se encontra em Edit > Advanced > View White Space e pode ser acionada pela tecla de atalho Ctrl+E, S (que foi o que aconteceu com meu colega).
Testes Unitários com JUnit – De volta ao básico
Já que ultimamente estamos falando bastante de testes unitários, principalmente aqui na DClick, vamos revisar uma das ferramentas essenciais para executar essa tarefa: JUnit. Mais especificamente, vamos fazer alguns testes com o JUnit 4.8.1, que pode ser encontrado para download no site do projeto, ou até mesmo no repositório do maven.
A proposta desse post é apresentar a ferramenta para quem ainda não conhece, e relembrar ou até mesmo mostrar algumas funcionalidades muito úteis para nosso dia a dia de desenvolvimento.
Um pouco sobre a nova versão
Nas versões anteriores do JUnit, da 3.* pra baixo para ser mais exato, era necessário criar as classes de testes seguindo uma hierarquia pré-definida do JUnit para que os testes fossem executados. Era necessário extender uma das classes de Test Case do JUnit, e seus métodos precisavam seguir um padrão de nome específico definido pelo framework.
Com a versão 4.* e a introdução ao suporte a Java 5, agora todas as configurações de testes unitários em JUnit são feitas via anotações, o que na minha opinião é muito mais rápido e fácil, tornando muito mais agradável e flexível escrever testes unitários. Agora é possível definir umahierarquia específica para os testes do projeto, podendo abstrair muitas inicializações e padrões do sistema, facilitando o reaproveitamento e aumentando a velocidade de desenvolvimento. Afinal a maior parte do tempo gasto em desenvolvimento é com os testes.
Porém, com anotações, perdemos o acesso direto aos métodos de asserção de valores que as super classes definiam. A solução adotada foi tornar todos esses métodos estáticos e públicos, em uma classe específica para guardá-los: org.junit.Assert.
Pode parecer uma solução não muito elegante do ponto de vista de código, e de fato não é quando consideramos código que será distribuído e deploiado, porém é uma solução que faz total sentido no escopo dos testes unitários, tornando fácil o uso e acesso a tais funcionalidades.
Asserções
Para testar nosso código, o JUnit fornece os métodos de assert. O conceito é muito simples, todo método de asserção recebe um valor que é o correto esperado pelo teste, e o outro valor que é o devolvido pelo seu código. A comparação é executada, e o teste falha caso sejam diferentes e passa caso sejam iguais. Apenas com esse conceito é possível testar todo o código, basta saber quais são os valores que devem ser testados para garantir o funcionamento do código.
A chave para escrever um teste unitário que cobre muito bem o seu código, é colocar as asserções nos valores realmente relevantes ao funcionamento do sistema. Algumas vezes por exemplo, não é preciso testar um valor intermediário gerado pelo código, apenas o resultado final, outras vezes esse valor intermediário gerado é crucial para o resultado final, e portanto deve ser verificado também.
Quando eu menciono ‘valores’, entenda que um valor pode ser qualquer objeto Java, portanto é muito importante implementar o equals e hashcode de seus objetos de resposta que serão testados pelo JUnit.
Exemplo Prático
Vamos criar um exemplo de classe de testes com o JUnit 4 para vermos como funciona na prática a execução de testes unitários.
Se você utiliza o Eclipse, você já possui instalado o plugin de execução de testes do JUnit, caso você não tenha tal plugin, recomendo que instale posi facilita muito a execução e depuração dos testes.
Vamos criar uma classe de testes:
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public class JUnitTestCase
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Repare que apesar do nome parecer que segue algum padrão, não é necessário que a classe tenha nenhuma dessas palavras em seu nome. Porém esta classe ainda não é uma classe de testes do JUnit. Para torná-la um teste, crie um método da seguinte forma:
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@Test
public void metodoQualquer()
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Repare na anotação org.junit.Test. Essa anotação diz que nosso método ‘metodoQualquer’ é um teste do JUnit. Perceba também que seu retorno é ‘void’ e ele não recebe nenhum argumento. Agora nossa classe é um teste propriamente dito. Simples assim. Vamos adicionar uma asserção agora para ver o funcionamento da mesma. Dentro do método que acabamos de criar, adicione a seguinte chamada:
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Assert.assertEquals(“2 dividido por 2 deveria ser 1.”, 1, 2 / 2);
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Repare que o primeiro argumento do método, é a mensagem que vai aparecer caso o método falhe. Mude o valor obtido (último argumento) para ver a mensagem de erro.
Esse é o básico de execução de testes. Por mais simples que possa parecer, esse é o ponto de partida. Agora existem outras funcionalidades qua ajudam a escrever testes mais complexos, por exemplo, se precisarmos criar um objeto mais complexo para nossos testes, fazemos o seguinte, adicione o seguinte código em nossa classe de testes:
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private String stringLocal;
@Before @Test @Test @After |
Rode o teste e veja o que aparece no console.
Repare que a String é inicializada e setada novamente pra ‘null’ 3 vezes. Isso porque nossa classe possui 3 métodos de testes, e os métodosanotados com @Before rodam sempre antes de todos os métodos de teste. O mesmo vale para os métodos anotados com @After, só que estes rodam depois de executar os métodos de teste.
Só com essas duas anotações é possível criar cenários que estão sempre ‘zerados’ e corretamente incializados para cada teste que será executado em sua classe. Perceba que com isso é possível separa melhor as asserções em suas classes em mais métodos, deixando mais específico e focado cada método de teste.
Porém algumas vezes queremos inicializar algum objeto para o teste todo, sem precisar de algo específico para cada execução. Nesse caso existem duas outras anotações que podem ser úteis. Adicione o seguinte trecho em nossa classe de testes:
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Só existe um restrição com essa abordagem, e acho que está claro no código qual que é: o escopo dessas chamadas é estático. Repare que os métodos precisam ser estáticos, e portanto as incializações só servirão para propriedades que são estáticas em sua classe de testes.
Essa funcionalidade possui esse comportamento porque o JUnit instancia um novo objeto da sua classe de testes para cada método que será rodado, dessa forma ele garante um melhor isolamento dos testes, tornando-os mais unitários por assim dizer. Dessa forma somente métodos estáticos são garantia de execução antes de todos os outros métodos.
Rode o teste e veja a ordem das mensagens em seu console.
Próximos passos
Essa foi uma introdução muito simples do JUnit e testes unitários. Acho que já passou pela sua cabeça muitas formas de inicializar, integrar e rodar testes em sua aplicação usando JUnit, o que é ótimo, mas ainda existem boas práticas para criar testes assim como existem boas práticas para escrever código, afinal testes são linhas de código também.
O segredo de um bom teste unitário é o quanto ele consegue cobrir do funcionamento do código, sem que seja necessário escrever um teste extremamente detalhado que deixe o código acoplado demais, e não permita muita mudança no código original. Se você investir tempo demais testando TODOS os valores possíveis de suas classes de maneira extremamente detalhada, quando o cliente pedir que um requisito mude, você com certeza vai ter a sensação de trabalho jogado fora, e desânimo por ter que escrever tudo novamente. A idéia é utilizar padrões de design para testes unitários, de forma que se mantenha a cobertura de código no 85%+ e ainda deixe os testes bem flexíveis a mudança. Difícil mas não impossível, e sim, é muito mais difícil e trabalhosos escrever testes realmente bons, do que escrever o código que será testado.
Por @Gust4v0_H4xx0r




